quarta-feira, 31 de agosto de 2011

2011 - Ano Internacional dos Afrodescendentes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, fez um apelo para que a comunidade internacional  se empenhe em garantir aos afro-descententes direitos fundamentais como a saúde e a educação, no lançamento oficial do Ano Internacional dos Afrodescendentes - 2011.
 
“Vamos todos intensificar os nossos esforços para assegurar que os povos afrodescendentes possam gozar de todos os seus direitos”, afirmou Ban Ki-moon na sexta-feira, em Nova York. Homenagear os povos de origem africana foi uma iniciativa da Assembleia-Geral da ONU, em reconhecimento da necessidade de se combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais.

Os afrodescendentes estão entre as comunidades "mais afetadas pelo racismo" e "enfrentam demasiadas vezes restrição de acesso a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade ", afirmou o secretário-geral da ONU.  "A comunidade internacional não pode aceitar que comunidades inteiras sejam marginalizadas por causa da sua cor de pele", afirmou.

Ban lembrou ainda das metas de integração e promoção da equidade racial estabelecidas pelos países-membros da ONU na Conferência de Durban, em 2001.  O compromisso foi reiterado no ano passado, na Conferência de Revisão de Durban, realizada entre 20 e 24 de abril de 2009 em Genebra (Suíça).

Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. Segundo dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como "pretos" ou "pardos". Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil na ONU congratulou a celebração do Ano Internacional dos Afrodescendentes, como “uma ocasião para chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”.

 
 
 
 
 
 

7 comentários:

Anônimo disse...

Essa assunto é sempre interessante, pena que ainda existe muito preconceito...
Marcelly Fajardo.

Anônimo disse...

Infelizmente ainda sofremos[o país] com o preconceito racial!Espero que a coisa mude!

Jonathan Barcelos

Bruno Machado disse...

O Brasil como um país totalmente miscigenado deve ser o primeiro a se preocupar com os direitos humanos iguais a todos os cidadãos. O que se espera é que todas essas ideias sejam colocadas em prática, e de forma eficiente. O que eu não vejo acontecendo atualmente.

Rodrigo Cezar disse...

Devemos dar muita importância a esse assunto porque o nosso passado ainda é muito presente. Tudo o que pode ser feito para igualar a todos como seres humanos com dignidade, deve ser levado a sério. Principalmente com os negros, que ainda sofrem a maior manifestação de ignorância de todas, o preconceito.

Rafael Alfradique disse...

Acho importantíssimo este tipo de abordagem, na nossa sociedade, infelizmente ainda há muito preconceitos raciais!

Vinicius :D disse...

O que devemos realmente fazer é mudar o pensamento humano sobre as coisas, se a tempos atrás o continente que tivesse se desenvolvido mais fosse o africano hoje poderíamos ver essa noticia como "2011 - Ano Internacional do Eurodescendentes", sem direitos diferentes, sem cotas para cor da pele, apenas os mesmos direitos, equilibrar e não fazer com que alguém de certa característica se diferencie positivamente ou negativamente.

Anônimo disse...

muitas das vezes acho que o preconceito está na cabeça do preconceituoso, ou na cabeça da propria vitima, eu acredito que o protecionismo é o maior dos preconceiros, fui em inscrever no ENEM por exemplo, e a primeira pergunta era: sua cor/raça : branco..negro...

tecnicamente sou afrodescendente, por mais que eu pareça branco, e ai? eu marco branco ou negro? e se eu marcar negro? eu passo em vantagem por sistema de cotas? este protecionismo ou vantagem racial, nao é uma forma de diferenciar, dividir e sobrepujar uma cor da outra? o negro que luta contra o preconceito, quer ser igual, o negro que diz lutar contra preconceito, mas goza dos direitos a mais de algumas cotas, ou processos por motivos bobos, e usa do seu titulo de " protegido indefeso" pra se dar bem, nao é vitma.... alguns abaixam a cabeça para a coerçao..para o preconceito, outros usam a proteçao quando lhe convem, mas nenhum procura de fato a igualdade, nem o ofendido nem quem ofende, tudo bem que , por motivos historicos, entende-se por que eu preciso chamar um negro de afrodescendente, e ele nao precisa me chamar de caucaziano, mas talvez a cause de ainda haver preconceito seja exatamente arrastarmos desculpas do passado para usalas hoje como proteçao...